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terça-feira, 3 de julho de 2012


MÃO AMIGA


O intervencionismo exagerado do governo brasileiro na economia tem, quase sempre, como efeito a ineficiência das empresas privadas. Bancos, por exemplo, só oferecem um péssimo serviço à população, pois sabem que estão amparados pelo governo. Quem se lembra do caso Panamericano? Lá, o Banco Central sabia das irregularidades da instituição, mas, mesmo assim, aprovou a venda do Panamericano para Caixa Econômica Federal, logo após uma reunião, mais que suspeita, do então presidente, Lula, com o dono do Baú, Silvio Santos. E nem adianta falar da recente tentativa do governo em diminuir os spreads bancários, que isso não deu em nada: as taxas continuam as mesmas, está lá no meu extrato. 


Agora é a vez da Indústria, que assistindo a desaceleração do setor, que já estava em marcha lenta, teme um colapso total. A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas (Abimaq) se mobilizou, há alguns meses, para pedir ajuda ao governo contra o avanço de equipamentos “made in China”. No primeiro trimestre de 2011 o Brasil importou 53,31% mais máquinas chinesas do que em relação ao mesmo período de 2010, o equivalente a US$ 965,92 milhões sobre US$ 629,23 milhões. O governo cedeu à pressão e anunciou, esta semana, a criação do PAC Equipamentos para aquisição de veículos e equipamentos no valor de 8,4 bilhões de reais, mesmo que o preço dos produtos nacionais seja até 25% mais caro que o estrangeiro. Os pacotes lançados pelo governo prevêem resgatar as empresas do sufoco, porém não exigem nada em troca, como: maior produtividade, inovação tecnológica, investimento social e/ou ambiental. 


De novo, vemos aquela política assistencialista e "abnegada", para não dizer irresponsável, tão característica desse governo. É o toma lá e... E nada.

quinta-feira, 3 de maio de 2012


A  NOVA E VELHA COLÔNIA





Segundo Miriam Leitão, em 2011 "o Brasil exportou dez vezes mais minério de ferro que carros; seis vezes mais soja que aviões; três vezes mais açúcar em estado bruto do que refinado". Como resultado, temos uma balança comercial ditada pela exportação de commodities e importação de bens industrializados. 

   A intocável Petrobrás, que algum tempo atrás tentou ludibriar os menos informados declarando que o Brasil era auto-suficiente em Petróleo, bateu recorde de importação de gasolina no último ano.  Falta coerência e falta também uma política de investimentos consistentes em alta tecnologia. Entenda-se tecnologia de ponta. Não se trata de aumentar juros, comprar dólares, e implementar medidas protecionistas.  E sim direcionar recursos pesados em infra-estrutura e fomento a indústria de bens de capital e de produção.  Ou se pensa em um país moderno de fato, ou seremos a nova e velha colônia de sempre...com seus burros e carroças.  

CIDADEZINHA QUALQUER

Casas entre bananeiras 
mulheres entre laranjeiras 
pomar amor cantar.
Um homem vai devagar. 
Um cachorro vai devagar. 
Um burro vai devagar.

Devagar... as janelas olham.

Eta vida besta, meu Deus.
                                 Carlos Drummonde de Andarade
SUPER DILMA CONTRA AS FORÇAS DO MAL




Em seu discurso na véspera do dia dos trabalhadores, Dilma nos chamou de amigos e amigas. Prefiro manter certa distância, companheira. Dentre muitas, a presidenta falou sobre o programa Brasil Sem Fronteiras, que oferece 100 mil bolsas de estudo nas melhores universidades do mundo. Bacana! Lamentável é saber que na lista das 200 melhores universidades do planeta, divulgada no ano passado, aparece somente uma brasileira: a USP na 178ª posição. E que mais do que a preocupação no ensino técnico e superior, dever-se-ia olhar para as bases, ensinos médio e o fundamental. 


      Depois Vossa excelência nos presenteou com a explicação da sua luta incessante contra os juros “abusivos”. E afirmou veementemente que o Brasil só será um país competitivo quando praticar as mesmas taxas de juros do mercado internacional. Maravilha! Mas e os impostos, presidenta? Quando os igualaremos ao dos países de economia competitiva? Então, ela partiu para a batalha contra o alto spread dos bancos brasileiros. Quanto a isso há uma divergência: enquanto o Banco Central aponta 28% de spread médio ao ano, os bancos apresentam algo em torno de 13%. Isso de dá porque o BC contabiliza poucos produtos, e não levam em conta créditos de maior risco, como financiamentos do BNDES, crédito rural e leasing. Sendo assim, o discurso sobre a luta contra a ganância dos banqueiros mais parece eco da vizinha Kirchner, do que com uma real preocupação com a economia brasileira. Mero populismo. 

     Mas o melhor estava por vir: “Garanto às trabalhadoras e aos trabalhadores brasileiros que vamos continuar buscando meios de baixar impostos, de combater os malfeitos e os malfeitores...” Bravo! Bravíssimo! Essa afirmação eu deixo pra vocês, amigos e amigas, interpretarem da forma que lhes convier. E dá-lhe Dilma contra as forças do mal.